O verdadeiro Pantera: quando a banda usava lycra, dava agudos e era puro hard rock

O verdadeiro Pantera: quando a banda usava lycra, dava agudos e era puro hard rock

Author: Antigas Novidades do Rock May 8, 2025 Duration: 1:32:23

Antes de se tornarem os brucutus do metal que destruíam palcos com riffs cortantes e olhares ameaçadores, os integrantes do Pantera eram... glamurosos. Sim, você leu certo. Tinha brilho, tinha lycra, tinha cabelão armado com laquê. A banda que mais tarde gritaria “Walk!” em uníssono com fãs ensandecidos, nos anos 80 ainda pedia licença para entrar com solos agudíssimos e refrões melódicos direto da escola Van Halen de ser.


Nos primórdios da banda — 1981 até o início dos anos 90 — o Pantera parecia mais interessado em conquistar o coração das groupies do Texas do que em quebrar pescoços com riffs pesados. Liderados inicialmente pelo vocalista Terry Glaze (que cantava como se tivesse um microfone numa montanha-russa), o som era 100% hard rock oitentista: maquiagem, roupas apertadas, guitarras fritando mais que hambúrguer em chapa de lanchonete.


E Dimebag Darrell? Ah, ele já era um monstro na guitarra — mesmo maquiado, com faixa na testa e cara de que acabou de sair de um comercial da Aqua Net. O garoto tocava como se Eddie Van Halen e um alienígena tivessem tido um filho superdotado no Texas.


Entre os álbuns esquecidos (e hoje cultuados por fãs curiosos ou corajosos) estão "Metal Magic" (1983), "Projects in the Jungle" (1984) e "I Am the Night" (1985). Tudo soava como um mashup entre Bon Jovi, Ratt e uma banda cover do Kiss tocando num churrasco de domingo. A intenção era clara: dominar o mundo com solos, agudos e calças coladas.


Mas em 1987, algo mudou. Chegou Phil Anselmo, com cara de quem brigava com o espelho e voz de ogro resfriado. A banda começou a olhar feio para o espelho do glam e dizer: “Chega”. A lycra foi pro lixo. O laquê foi banido. E o som ficou pesado. Muito pesado.


Assim, o Pantera virou o Pantera que conhecemos: brutal, suado e pronto pra transformar qualquer palco num ringue de MMA sonoro.

No comando está o jornalista Aroldo Glomb! Na bancada: Demetrio Ferreira Czmyr ,Cristiano Moura, Bredi Vian Marinho e Aldo Portes de França.

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Em Antigas Novidades, a conversa gira em torno daquelas faixas que nunca envelhecem, dos álbuns que moldaram gerações e das histórias por trás dos sons. Cada episódio é uma imersão em discos clássicos, sejam eles de vinil ou CD, explorando com profundidade e paixão os meandros do rock em suas múltiplas faces. O fio condutor é a música que resiste ao tempo, mas a abordagem evita a nostalgia vazia, preferindo reviver a relevância e a energia original dessas obras. Aqui, o heavy metal pesado dos anos 80 divide espaço com a complexidade do rock progressivo, a alma do blues e a sofisticação do jazz. O rock nacional e a MPB são tratados com a mesma reverência e curiosidade, destacando sua importância no panorama global. Mais do que apenas listar bandas, o podcast se dedica a desvendar os arranjos, as letras, o contexto de gravação e o impacto cultural desses trabalhos, sempre com um olhar atento para o que os tornou especiais. Ouvir este podcast é como ter uma longa e descontraída discussão musical com um amigo bem-informado, que ama tanto um riff distorcido quanto um solo de saxofone. A proposta é reencontrar a surpresa e a novidade que ainda habitam nas gravações antigas, descobrindo novos detalhes a cada audição. É para quem acredita que a boa música, independentemente da década em que foi lançada, sempre tem algo novo a dizer.
Author: Language: pt-br Episodes: 100

Antigas Novidades - rock, jazz, blues, heavy metal, rock progressivo, rock nacional, classic rock
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