Ciência em Movimento
Na semana passada falamos da importância de exercícios físicos para o controle da obesidade, diabetes tipo 2 e a doença popularmente conhecida como gordura no fígado! Vimos que poucos dias de treinamentos semelhantes à musculação já trazem benefícios para saúde. No entanto, será que o caminho é “viver na academia”? Todos nós conhecemos aqueles viciados em exercícios, não é mesmo? Aquelas pessoas que treinam 7 dias da semana, e por várias horas! Pois é. Você sabia que o excesso de treinamento também não é a saída? Atletas alto nível muitas vezes apresentam queda no rendimento quando submetidos a um treinamento muito intenso, sem período adequado de recuperação. Esse fenômeno é conhecido como síndrome do overtraining e pode gerar perda de apetite e de peso, insônia, irritabilidade, queda na imunidade e até mesmo a depressão. Pesquisadores brasileiros publicaram internacionalmente um importante estudo mostrando que as consequências do overtraining para o organismo vão muito além da queda no rendimento esportivo, havendo efeitos prejudiciais no tecido musculoesquelético, coração, fígado e sistema nervoso central. O estudo foi coordenado pelo Professor de Educação Física e pesquisador da Universidade de São Paulo, Adelino Sanchez. Os resultados dessa pesquisa nos dão a dica de que tudo em excesso pode fazer mal, até mesmo o exercício físico que sabemos ser importante para a saúde das pessoas. Portanto, tente organizar seus treinos de forma de você também tenha a oportunidade de se recuperar e descansar. Caso sinta alguns dos sintomas citados, fique atento! Podem ser sinais do corpo te avisando que você precisa descansar!