Ciência em Movimento
Recebemos uma pergunta da ouvinte Janaína Schiavon sobre uma modalidade de exercícios físicos que tem crescido muito na atualidade: a estimulação elétrica neuromuscular. A ouvinte nos perguntou se havia benefícios ou até possivelmente prejuízos em se exercitar utilizando esses equipamentos e roupas que promovem a estimulação elétrica dos músculos.
O primeiro ponto que devemos esclarecer é que a estimulação elétrica para produzir movimento humano não é um procedimento novo. Em 1790, Luigi Galvani observou o movimento pela primeira vez após aplicar fios elétricos em músculos separados do corpo de sapos, e em 1831, Michael Faraday mostrou que correntes elétricas poderiam estimular os nervos para criar um movimento ativo.
O potencial que a estimulação elétrica possui para a reabilitação é imensurável. Atualmente, a estimulação elétrica é usada de várias formas para facilitar alterações na ação e desempenho muscular. Em situações clínicas, a estimulação elétrica pode ser usada para melhorar a força muscular, aumentar a amplitude de movimento, reduzir o edema, evitar a atrofia muscular, cicatrizar tecidos e diminuir a dor. No entanto, os benefícios para pessoas saudáveis ainda são divergentes nas publicações científicas.
E agora?