O terror das barragens

O terror das barragens

Author: Ciência Suja May 23, 2024 Duration: 57:26
A mineração é tão extensa em Minas Gerais que modifica a sua paisagem – e a vida das pessoas. No nosso primeiro episódio sobre o assunto, mostramos que as tragédias de Brumadinho e Mariana escancararam um problema ainda maior: o de como mineradoras dobram a ciência para continuar avançando seus empreendimentos, mesmo que eles tragam riscos para comunidades locais. Laudos questionáveis, conflitos de interesse, maquiagem de dados… encontramos tudo isso e mais em uma jornada pelas barragens de rejeitos de Minas. O Ciência Suja tem o apoio do Instituto Serrapilheira. Entre no nosso site para ter mais informações sobre o podcast e para se tornar apoiador do projeto. A sua ajuda faz a diferença! Acesse: www.cienciasuja.com.br Siga o Ciência Suja nas redes sociais. Estamos no Instagram, Facebook, Twitter e TikTok. Abaixo, as respostas da assessoria de imprensa da CSN aos nossos questionamentos: ”A barragem da mina Casa de Pedra e as demais localizadas em Congonhas estão seguras? Sim. A barragem Casa de Pedra e todas as demais estruturas da CSN Mineração são seguras. As Declarações de Condição de Estabilidade (DCE) mais recentes da barragem Casa de Pedra e das outras estruturas foram emitidas em março de 2024, atestando a estabilidade e confirmando ausência de nível de emergência. O registro pode ser consultado no SIGBM Público - Sistema Integrado de Gestão de Barragens de Mineração, da Agência Nacional de Mineração (ANM). A companhia abriu concorrência para contratação de um estudo para analisar e identificar oportunidades para a descaracterização da barragem Casa de Pedra, mesmo não tendo obrigação legal para isso, uma vez que essa barragem foi construída pelo método a jusante. Cabe destacar, ainda, que a Companhia não possui histórico de acidentes nessas estruturas desde o início de suas operações, em 1913. Desde 2020, a CMIN dispõe os rejeitos de mineração em pilhas secas e tem investido na descaracterização das estruturas a montante. A estrutura mais recente a ser descaracterizada foi a barragem do Vigia. Uma vistoria realizada pela Fundação Estadual de Meio Ambiente (FEAM), no último mês de abril, confirmou que a barragem está descaracterizada e, desta forma, não está mais submetida à Lei Estadual nº 23.291/2019 e ao Decreto nº 48.140/2021. Essa estrutura se junta às barragens B5 e Auxiliar do Vigia, num total de três estruturas eliminadas. Resta apenas uma barragem a montante que também já se encontra em obras e será finalizada até 2028. Por que são realizados os simulados de rompimento de barragem? O simulado faz parte da melhoria contínua do Plano de Ação de Emergência de Mineração (PAEBM), sendo uma ação preventiva que visa orientar as comunidades e trabalhadores como agir no caso de uma emergência envolvendo barragens. Além disso, possibilita avaliar a funcionalidade do sistema de alarme, conforme requisitos e exigências previstos no PAEBM e na legislação vigente. Em caso de rompimento real da barragem da Casa de Pedra, os moradores do Bairro Residencial, que fica a cerca de 500 metros da barragem, teriam tempo para escapar em segurança? É primordial esclarecer que a Companhia mantém as atividades de gestão da sua segurança das estruturas, como inspeções de campo e manutenções de rotina; avaliação dos dados de monitoramento e resposta da instrumentação; verificação dos fatores de segurança obtidos por meio das análises de estabilidade; videomonitoramento 24h; práticas ao atendimento das legislações estaduais e federais; atendimento aos requerimentos dos órgãos fiscalizadores e acompanhamento e atendimento das recomendações de auditoria para aperfeiçoar cada vez mais o sistema de segurança. Portanto, em caso de risco, a estrutura emite sinais que são avaliados e classificados em níveis de emergência 1, 2 e 3, conforme preconiza a legislação. No caso de agravamento, a evacuação da população acontece em nível 2, quando ainda não há risco iminente de rompimento. ASSESSORIA DE IMPRENSA CSN MINERAÇÃO”

Em Ciência Suja, mergulhamos nos casos mais obscuros e impactantes onde a pesquisa traiu a confiança pública. Cada episódio é uma investigação detalhada sobre fraudes científicas que não apenas enganaram a comunidade acadêmica, mas causaram danos reais e duradouros à sociedade. A proposta deste podcast é ir além do escândalo inicial, reconstruindo minuciosamente os métodos dos fraudadores e, principalmente, acompanhando o longo e complexo processo de correção. Ouvimos como a ciência, em seu melhor, age como seu próprio sistema de justiça-um mecanismo lento, por vezes imperfeito, mas fundamental de revisão e autolimpeza. A narrativa jornalística, conduzida por Felipe Barbosa, Pedro Belo e Theo Ruprecht, com a contribuição anterior de Thaís Manarini, combina o rigor da reportagem investigativa com uma produção sonora imersiva, característica da NAV Reportagens. Eles desvendam os motivos, as falhas sistêmicas exploradas e as consequências humanas por trás dos dados falsificados. Ao escutar Ciência Suja, você não encontrará apenas histórias de mentiras, mas um exame profundo sobre a integridade, a pressão por resultados e os mecanismos que sustentam-ou deveriam sustentar-o avanço do conhecimento. É um olhar necessário sobre os bastidores da produção científica, onde o erro deliberado encontra seu contraponto na persistência metódica da verdade.
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Ciência Suja
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