Setor de serviços registra queda em novembro, após 9 meses consecutivos de crescimento
Author: Ecio Costa
January 13, 2026
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O volume de serviços apresentou recuo de 0,1% em relação a outubro. O setor opera 20,0% acima do nível observado em fevereiro de 2020, antes da pandemia, e apenas 0,1% abaixo do recorde alcançado em outubro, sendo o setor que tem segurado o crescimento da economia brasileira. Na comparação com novembro de 2024, o volume de serviços avançou 2,5%. Com isso, o crescimento acumulado entre janeiro e novembro de 2025 chegou a 2,7%, mesmo ritmo observado no acumulado dos últimos doze meses.
A variação negativa observada na passagem de outubro para novembro foi influenciada por duas das cinco grandes atividades investigadas. O maior impacto negativo veio do setor de Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, que caiu 1,4% no mês. Também houve retração em Informação e comunicação, com queda de 0,7%. Em contrapartida, Serviços profissionais, administrativos e complementares cresceu 1,3%, enquanto Outros serviços avançou 0,5%. Serviços prestados às famílias ficaram estáveis, com variação nula no mês.
Na comparação com novembro de 2024, quatro das cinco atividades e quase metade dos 166 tipos de serviços investigados contribuíram positivamente para o resultado. Os principais impactos positivos vieram de Informação e comunicação, avanço de 3,4%, e de Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, alta de 2,5%. Também contribuíram para o resultado positivo: Serviços profissionais, administrativos e complementares, 3,2%; e, Outros serviços, alta de 1,9%. A única influência negativa na comparação interanual veio de Serviços prestados às famílias, que recuou 1,0%, pressionado principalmente pela menor receita de restaurantes, hotéis e eventos culturais.
No acumulado de janeiro a novembro, o crescimento de 2,7% do setor foi acompanhado por quatro das cinco atividades e por 53,6% dos tipos de serviços pesquisados. O principal destaque positivo ficou novamente com Informação e comunicação, que avançou 5,4%. Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio cresceu 2,5%. Já Serviços profissionais, administrativos e complementares avançou 2,4%, enquanto Serviços prestados às famílias registrou alta de 0,9%. Em contrapartida, Outros serviços apresentou queda de 0,9% no acumulado do ano, influenciado por atividades ligadas ao setor financeiro e à manutenção de veículos e equipamentos.
Regionalmente, na passagem de outubro para novembro, 17 das 27 unidades da federação registraram retração no volume de serviços. Os impactos negativos mais relevantes vieram do Distrito Federal (-3,4%), Amazonas (-3,0%), Bahia (-1,5%) e Rio de Janeiro (-1,4%). Por outro lado, São Paulo (0,3%) e Minas Gerais (1,1%) exerceram as principais contribuições positivas no mês, seguidos por Pará (2,6%) e Pernambuco (1,3%).
O mês de novembro reitera uma tendência de desaceleração da economia observada ao longo de 2025. Com a queda do setor de serviços no mês de novembro, que representa mais de 70% do PIB nacional, o quarto trimestre aponta para uma possível retração do PIB, caso este resultado se repita no mês de dezembro.