Superávit comercial dispara 37,5% em abril e amplia dependência da China

Superávit comercial dispara 37,5% em abril e amplia dependência da China

Author: Ecio Costa May 8, 2026 Duration: 0:00
A balança comercial brasileira voltou a apresentar um saldo positivo forte em abril. Segundo dados divulgados pelo Mdic, o país registrou superavit de US$ 10,537 bilhões no mês, valor 37,5% maior do que o observado em abril do ano passado, quando o saldo positivo havia sido de US$ 7,67 bilhões. A corrente de comércio, que soma exportações e importações, alcançou US$ 57,759 bilhões no mês, crescimento de 10,8% na comparação anual. O desempenho da balança comercial foi impulsionado principalmente pelo avanço das exportações brasileiras, que somaram US$ 34,148 bilhões em abril, alta de 14,3% frente ao mesmo período de 2025. Já as importações totalizaram US$ 23,611 bilhões, registrando crescimento de 6,2%. Com isso, o Brasil ampliou o saldo positivo das trocas comerciais, sustentado sobretudo pela forte demanda internacional por commodities agrícolas e minerais, além do avanço das exportações da indústria de transformação. A China segue sendo, com folga, o principal parceiro comercial do Brasil, respondendo por 34% de tudo o que o país exportou em abril, um aumento de 32,5% em relação ao ano passado. Os EUA aparecem na sequência, com 9,1% das vendas externas brasileiras, uma queda de 11,3% na participação das exportações brasileiras em relação ao ano passado. A concentração na China foi determinante para o desempenho positivo da balança comercial brasileira, principalmente na exportação de soja, em abril. A agropecuária avançou 16,1%, puxada especialmente pela soja, que manteve protagonismo ao representar 20,4% de todas as exportações brasileiras no mês e registrar alta de 18,8% nas vendas externas, inclusive batendo recorde de exportações para o período acumulado do ano. Carnes Bovinas também tiveram um expressivo aumento de 29,4% nas suas exportações, representando 4,6% do total exportado pelo Brasil no mês. O petróleo bruto representou o segundo item mais exportado, com alta de 10,6% em relação ao ano passado, mesmo com queda no volume exportado, refletindo a forte alta do preço do barril de petróleo. Do lado das importações, o avanço de 6,2% foi puxado principalmente pela indústria de transformação. As compras externas brasileiras em abril mostraram um crescimento relevante, impulsionado pela maior demanda por produtos vindos da Ásia, região que ampliou sua participação para 40,7% do total importado pelo país. A China teve papel central nesse movimento, com US$ 6,05 bilhões exportados ao Brasil e crescimento de 20,7% em valor na comparação anual, respondendo agora por 25,6% de tudo que o Brasil importa. Os EUA, por sua vez, continuam perdendo protagonismo nas importações brasileiras, com queda de 18,1% anual para responder por 13,1% das importações totais. Entre os itens que mais avançaram nas importações aparecem veículos automóveis de passageiros, que registraram forte alta de 109,9% em valor e 147,4% em volume, representando o terceiro item mais importado, atrás de Óleos combustíveis e Fertilizantes. O cenário reflete, principalmente o conflito no Oriente Médio, com aumento de 56,9% no preço das importações de Óleos Combustíveis e de 15,8% de Fertilizantes. O aumento da importação de veículos veio principalmente do aumento de 147,4% do volume, com queda de preço de 15,2%. No acumulado de janeiro a abril de 2026, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 24,782 bilhões, valor 43,5% superior ao observado no mesmo período do ano passado. As exportações somaram US$ 116,552 bilhões, crescimento de 9,2%, enquanto as importações alcançaram US$ 91,77 bilhões, alta de 2,5%. O resultado aponta para uma recuperação do desempenho exportador brasileiro, muito por conta do aumento de preço do barril de petróleo, mas também pelo forte desempenho do agronegócio.

Em Ecio Costa-Economia e Negócios, a conversa gira em torno dos conceitos econômicos que realmente importam para a tomada de decisão, seja no mercado financeiro, na gestão de uma empresa ou no planejamento das próprias finanças. Com uma abordagem que descomplica o jargão técnico, Ecio Costa conduz análises sobre os movimentos do cenário nacional e global, trazendo clareza sobre como eles impactam o dia a dia de empreendedores, investidores e profissionais. O conteúdo deste podcast não fica apenas na teoria; ele se conecta diretamente com a prática, oferecendo perspectivas para identificar oportunidades e navegar por momentos de incerteza. A cada episódio, a intenção é construir um entendimento sólido, discutindo desde políticas públicas e tendências de mercado até estratégias concretas para os negócios. Quem acompanha encontra um espaço para refletir sobre economia de um jeito acessível e aplicável, sempre com a profundidade e a experiência que Ecio Costa traz em suas análises. É uma escuta que visa não apenas informar, mas também equipar o ouvinte com um raciocínio econômico mais afiado para suas escolhas profissionais e pessoais.
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Ecio Costa - Economia e Negócios
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