Filosofia em Meia Hora
Quem é Deus para Baruch Spinoza?
No pensamento espinosano, Deus não é um ser transcendente, separado do mundo, que cria a natureza, intervém nos acontecimentos, recompensa, pune ou age segundo finalidades humanas. Na Ética, Spinoza apresenta uma concepção radical na qual Deus e Natureza — Deus sive Natura — estão relacionados à única realidade absolutamente infinita e necessária.
Neste episódio do Filosofia em Meia Hora, vamos compreender com profundidade a concepção de Deus em Spinoza e suas consequências para a metafísica, a religião, a ética e a liberdade.
A partir de trechos da Ética e do Tratado Teológico-Político, discutiremos:
• O que Spinoza entende por substância, atributos e modos; • O significado de “Deus, ou Natureza”; • Por que Deus não age segundo finalidades; • A crítica de Spinoza à superstição e ao medo; • A relação entre necessidade e liberdade; • Por que o livre-arbítrio tradicional é colocado em questão; • O conceito de liberdade como compreensão da necessidade; • O significado do amor intelectual de Deus; • E por que Spinoza afirma que “o homem livre em nada pensa menos que na morte”.
Mais do que perguntar se Spinoza acreditava ou não em Deus, este episódio procura enfrentar uma questão muito mais profunda:
O que acontece com a ideia de Deus quando deixamos de pensar Deus como uma pessoa separada da natureza?
Acompanhe, comente, questione e compartilhe o episódio. A participação de vocês é fundamental para que o Filosofia em Meia Hora continue levando filosofia para além das respostas fáceis.
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