Futuro da Saúde
A ciência tem evoluído a passos largos e, nos últimos anos, diversos novos tratamentos têm surgido para mudar o curso das doenças, com abordagens mais certeiras e eficazes. Na hematologia, a chegada de uma terapia desenvolvida por engenharia genética tem sido encarada pelos especialistas como uma nova era: trata-se do anticorpo biespecífico. Recentemente um tratamento que utiliza essa tecnologia foi aprovado em terceira linha ou linhas posteriores pela Anvisa para pacientes adultos com linfoma difuso de grandes células B (LDGCB) recidivado (que voltou após o tratamento) ou refratário (que não melhora, apesar das terapias disponíveis). Este foi o tema da nova edição especial do Futuro Talks, que recebeu Danielle Leão, hematologista e pesquisadora clínica da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo.
Ao longo da entrevista, Leão explicou de maneira simplificada que o anticorpo biespecífico é uma terapia que age diretamente nas células tumorais e, ao mesmo tempo, “convoca” os linfócitos T do organismo, sinalizando para eles quais células devem ser atacadas. Neste contexto, pelo seu potencial tanto direto no tratamento como para a questão de acesso, ela afirmou que o anticorpo biespecífico pode representar um divisor de águas para o cenário dos cânceres hematológicos – segundo ela, por ter aplicação mais simplificada do que outras terapias, é possível ampliar a utilização mais rapidamente em diversos centros pelo país.
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), estima-se que para cada ano do triênio 2020-2022 foram diagnosticados no país mais de 12 mil novos casos de linfoma não-Hodgkin (LNH), um tipo de câncer no sangue que se forma no sistema linfático, quando os linfócitos crescem de forma desordenada no organismo. O LDGCB é o subtipo mais comum, responsável por aproximadamente 30% de todos os casos de LNH no mundo.
Confira agora a entrevista!
(Conteúdo oferecido por AbbVie – BR-ABBV-240047 fevereiro/24)
#FuturodaSaude #FuturoTalks