ÁGUA DE BEBER - Um gole de Jazz, Bossa Nova e outros sons
As declaradas influências no estilo de Frank Sinatra vieram, claramente, de Bing Crosby e Billie Holliday. Há quem diga que de Mabel Mercer, também. Mas a principal característica do estilo altamente personalizado de A Voz era que quando cantava uma melodia ela passava a ser sua. O empenho e posse eram únicos no panorama dos crooners de sua época.
Sinatra cantava os arranjos ou orquestrações para as melodias como eles não tinham sido escritos e lidos: preferia utilizar os silêncios como o faiam outros grandes instrumentistas improvisadores, isto é, de maneira natural mas dialética (silêncios versus som) para criar o swing.
A vida e a carreira de Frank Sinatra são inseparáveis do mais poderoso de todos os modernos mitos americanos: a saga da imigração. Devido ao fato de ele ser um filho de imigrantes, seu sucesso fascinava a milhões, que eram, igualmente, personagens da mesma história de luta. Através da força de sua arte e de sua personalidade, ele se tornaria um dos membros de um pequeno grupo que mudaria de maneira permanente a imagem dos ítalo-americanos.
Na época do rádio de válvulas, dos pequenos concertos em bares, cassinos e teatros, ter uma voz bonita, sonora, fazia diferença. E ele soube usar o poder de sua voz, através dos microfones, com músicas românticas, cruas e, às vezes, tristes. Ganhou popularidade, fama e sucesso; encantou as multidões nos Estados Unidos, no resto da América e na Europa.
Muitas canções tiveram o privilégio de encontrar “A Voz” de Frank Sinatra. Ele dominava o timbre, a afinação, o fôlego e o ritmo, retirava das cordas vocais melodias e harmonias que enfeitiçavam.