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O conto de Mário Dionísio retrata a tensão social e o caos urbano num elétrico sobrelotado durante a hora de ponta em Lisboa. A narrativa foca-se no conflito entre classes, expondo o contraste entre a elite preocupada com as aparências e os trabalhadores vulgares que partilham o mesmo espaço exíguo. A entrada de um passageiro singular, que começa a assobiar com total desprezo pelas convenções, quebra momentaneamente a rigidez e a suposta dignidade dos presentes. Este ato de liberdade individual provoca uma instrospeção nostálgica noutros passageiros, revelando desejos reprimidos de espontaneidade. Contudo, após a partida do homem, a ordem social e a frieza habitual rapidamente se restabelecem, silenciando o breve momento de humanidade partilhada.