TIC, Educação e Web
Onde se analisa a integração da inteligência artificial no ensino espanhol, destacando a elevada adesão dos jovens em comparação com a resistência e falta de preparação dos docentes. A rápida adoção desta tecnologia está a forçar uma mudança nos métodos de avaliação, privilegiando exames orais e presenciais para evitar o plágio, o que tem sobrecarregado os professores. O autor alerta para o risco de deterioração da relação pedagógica e da autonomia crítica dos alunos, que delegam a construção do conhecimento em algoritmos suscetíveis a erros. Embora a IA possa personalizar a educação, a sua implementação exige uma reforma profunda na formação docente e uma distinção clara entre ciclos de ensino. Defende-se que, enquanto no ensino superior a autonomia é possível, a educação primária deve permanecer essencialmente analógica para proteger o desenvolvimento humano e social das crianças. Em suma, a eficácia desta transição digital depende de um equilíbrio entre inovação tecnológica e acompanhamento humano qualificado.