Quase metade das moradias brasileiras não tem saneamento básico.
Quase 47 por cento das famílias brasileiras ainda não contam com oferta adequada de água potável, banheiros, coleta e tratamento de esgoto.
É o que revela o novo estudo produzido pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável, pesquisa que traça o perfil socioeconômico e demográfico da população brasileira que sofre com privações nos serviços de saneamento básico.
Segundo o estudo, uma a cada duas moradias brasileiras convivem diariamente com a falta de acesso a serviços considerados básicos.
A análise é um recorte que demonstra que o desenvolvimento econômico e social do país ainda depende do acesso ao saneamento, avalia Luana Pretto, mestre em Engenharia Civil com atuação na área de saneamento ambiental: " A gente ainda está bastante longe de atingir esse pleno acesso com esse recorte que o estudo traz, principalmente em quem são essas pessoas, que são as pessoas menos favorecidas, as pessoas que mais precisam dessa infraestrutura básica. Considerando os 90 milhões de moradias brasileiras, quase 9 milhões não possuem acesso à rede em geral de água, 17 milhões contam com uma frequência insuficiente de recebimento, 11 milhões não possuem reservatório de água, 1 milhão não possui banheiro e 22 milhões não contam com coleta de esgoto."
Considerando os 90 milhões de moradias brasileiras, quase 9 milhões não possuem acesso à rede geral de água; 17 milhões contam com uma frequência insuficiente de recebimento;11 milhões não possuem reservatório de água; 1 milhão não possui banheiro; e 22 milhões não contam com coleta de esgoto.
O estudo utilizou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Continuada Anual, produzida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nos últimos dez anos. Os dados mostram que a região Nordeste é a que mais sofre com a falta de serviços de saneamento básico, principalmente com a falta de coleta de esgoto.
A maioria das residências estão em área rural, cidades do interior ou até mesmo em assentamentos de regiões metropolitanas. Na opinião do advogado especialista em direito regulatório, Marcus Macedo, o Brasil precisa tratar o saneamento como prioridade se quiser alcançar a universalização: " O saneamento básico é fundamental na cidadania das pessoas. A gente vê que grande parte da população, e é significativa, não tem sequer água tratada. Coleta esgoto é a mesma coisa, é um grande número, mais de 30% não tem coleta. Então a gente tem que investir."
O Novo Marco Legal do Saneamento Básico, aprovado em 2020, prevê a universalização dos serviços de saneamento básico até 31 de dezembro de 2033, assegurando o atendimento a 99 por cento da população com água potável e de 90 por cento com coleta e tratamento de esgoto.
Confira a reportagem de Fátima Leite:
É o que revela o novo estudo produzido pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável, pesquisa que traça o perfil socioeconômico e demográfico da população brasileira que sofre com privações nos serviços de saneamento básico.
Segundo o estudo, uma a cada duas moradias brasileiras convivem diariamente com a falta de acesso a serviços considerados básicos.
A análise é um recorte que demonstra que o desenvolvimento econômico e social do país ainda depende do acesso ao saneamento, avalia Luana Pretto, mestre em Engenharia Civil com atuação na área de saneamento ambiental: " A gente ainda está bastante longe de atingir esse pleno acesso com esse recorte que o estudo traz, principalmente em quem são essas pessoas, que são as pessoas menos favorecidas, as pessoas que mais precisam dessa infraestrutura básica. Considerando os 90 milhões de moradias brasileiras, quase 9 milhões não possuem acesso à rede em geral de água, 17 milhões contam com uma frequência insuficiente de recebimento, 11 milhões não possuem reservatório de água, 1 milhão não possui banheiro e 22 milhões não contam com coleta de esgoto."
Considerando os 90 milhões de moradias brasileiras, quase 9 milhões não possuem acesso à rede geral de água; 17 milhões contam com uma frequência insuficiente de recebimento;11 milhões não possuem reservatório de água; 1 milhão não possui banheiro; e 22 milhões não contam com coleta de esgoto.
O estudo utilizou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Continuada Anual, produzida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nos últimos dez anos. Os dados mostram que a região Nordeste é a que mais sofre com a falta de serviços de saneamento básico, principalmente com a falta de coleta de esgoto.
A maioria das residências estão em área rural, cidades do interior ou até mesmo em assentamentos de regiões metropolitanas. Na opinião do advogado especialista em direito regulatório, Marcus Macedo, o Brasil precisa tratar o saneamento como prioridade se quiser alcançar a universalização: " O saneamento básico é fundamental na cidadania das pessoas. A gente vê que grande parte da população, e é significativa, não tem sequer água tratada. Coleta esgoto é a mesma coisa, é um grande número, mais de 30% não tem coleta. Então a gente tem que investir."
O Novo Marco Legal do Saneamento Básico, aprovado em 2020, prevê a universalização dos serviços de saneamento básico até 31 de dezembro de 2033, assegurando o atendimento a 99 por cento da população com água potável e de 90 por cento com coleta e tratamento de esgoto.
Confira a reportagem de Fátima Leite:
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