Ciência em Movimento
Do dia 23 a 25 de outubro de 2019 ocorreu na UEL o 28º Encontro Anual de Iniciação Científica. Trata-se do principal evento científico para os alunos de graduação com e sem bolsa apresentarem seus primeiros projetos científicos desenvolvidos ao longo de um ano, com orientação de professores e pesquisadores da universidade. Em 2019 tivemos vários estudos relacionando a importância do exercício físico e esporte para a saúde, bem-estar e qualidade de vida de pessoas das mais diversas faixas etárias. A Coluna Ciência em Movimento trará uma série de episódios apresentando alguns desses trabalhos.
Um estudo apresentado pelo aluno Gustavo Moreno de Moraes (FA), João Pedro Nunes, Edilson Serpeloni Cyrino avaliou duas zonas de repetições no treinamento com pesos sobre a força muscular em mulheres idosas. O envelhecimento humano é um processo natural que é acompanhado de modificações fisiológicas negativas, como o acentuado declínio dos níveis de força muscular. Uma estratégia adotada para atenuar tais efeitos é a prática regular de exercícios físicos. Nesse sentido, o Colégio Americano de Medicina do Esporte (ACSM) publicou dois posicionamentos relevantes sobre recomendações para a prática de exercícios físicos, sobretudo a prática de treinamento com pesos (TP) em idosos. Entretanto, existe uma inexatidão entre as recomendações dos dois posicionamentos com relação à faixa de repetições máximas (RM) a serem realizadas nos exercícios (8-12 RM ou 10-15 RM) para essa população.
Trinta e seis mulheres idosas (> 60 anos) fisicamente independentes foram separadas em dois grupos, de acordo com as diferentes recomendações: grupo que realizava as séries em 8-12 RM (G1), e grupo que realizava 10-15 RM (G2).
E aí? Será que houve diferença entre os grupos?