Economia brasileira para de crescer no 2º semestre e PIB de 2025 desacelera em relação a 2024, com redução do ritmo de 3,4% para 2,3%
Author: Ecio Costa
March 3, 2026
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O crescimento em 2025 do PIB foi puxado por quatro atividades: Agropecuária, Indústrias extrativas, Informação e comunicação e Outras atividades de serviços, que contribuíram juntos com 72% do avanço da economia no ano. Por outro lado, Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (-0,4%) e as Indústrias de Transformação (-0,2%) fecharam o ano com variações negativas.
Os dados para o 4º trimestre mostram a contínua desaceleração da economia brasileira, com crescimento de somente 0,1% em relação ao trimestre anterior. O IBGE ajustou o crescimento do 3º trimestre, antes de 0,1% para um crescimento de 0,0% agora. No 2º trimestre, o crescimento havia sido de somente 0,3%, deixando todo o impulso da economia para o início do ano, no 1º trimestre, quando o PIB avançou 1,5%, evidenciando o franco declínio da economia.
Os dados são reforçados pela queda nos investimentos e consumo das famílias ao longo do ano. O consumo das famílias fechou o ano com um crescimento de 1,3%, mas no último trimestre, o crescimento foi de 0,0%, trimestre tradicionalmente mais forte em termos de consumo. Os investimentos avançaram 2,9% no ano, mas caíram 3,5% no último trimestre, após leve recuperação no 3º trimestre (+0,1%) e queda de 2,5% no 2º trimestre.
Imagem ótica da despesa
O resultado do ano aponta para uma economia que foi puxada principalmente pela agropecuária e indústria extrativa, sofrendo influências de aumento de demanda internacional para o consumo de milho, soja, petróleo e minérios. O consumo das famílias dentro do país, mesmo com uma expansão de 12,9% no crédito, programas de transferência de renda e aumento real da massa salarial, sofre de um aumento considerável do endividamento das famílias, freando o consumo.
A economia segue em ritmo de redução expressiva na atividade econômica em 2026, com crescimento que deve ficar abaixo de 2,0%, sendo puxada pelo setor externo e gastos governamentais dentro do país. A taxa de juros alta tende a frear o consumo e a produção, mesmo com o início de um ciclo de redução ao longo deste ano. As incertezas políticas devem frear os investimentos e as medidas do governo de aumento de crédito e programas de transferência de renda irão continuar exercendo estímulo de curtíssimo prazo.